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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

"A outra" ou "O dia em que o factor global de segurança do meu casamento desceu para 1,0"


Um belo dia, quando a paixão da minha vida estava já bem implantada na sua terra de origem em busca de sucesso profissional, recebo um email de uma alma caridosa de endereço deviastervergonha@hotmail.com e que assinava Diana Ross. As minhas caras amigas devem imaginar facilmente a minha perplexidade… para além de nem sequer ter a certeza de que a referida senhora ainda se encontrava viva, também não me lembrava de ter feito algo que me envergonhasse. De maneira que me dispus a ler o email com a maior das curiosidades. Bem, minhas senhoras … senti um aperto no estômago que já não sentia desde o meu primeiro teste de Betão II. O meu mais que tudo andava a enganar-me com uma criaturinha tão vulgar que até arrepiava. Beleza média, inteligência média e tão, tão, tão “doce” que parecia que ia começar a chorar a qualquer momento. Não sei se conhecem o tipo … o mundo é tão mau para mim mas a culpa deve ser minha por isso o melhor é aguentar … aquelas pessoas do “oiiiiii” com um sorriso de compaixão por elas e pelo mundo sempre estampado na cara! Haja paciência! Mas não me levem demasiado a sério que isto é o despeito a falar … Desenvolveu-se entre mim e a Diana Ross uma relação unilateral, em que ela escrevia e eu lia e apagava, que foi dando os seus frutos. A sujeita tinha de alguma forma acesso à conta de email do prevaricador e fazia-me forward das provas mais interessantes. E eu cada vez me afundava mais. Para quem não conhece o meu maridinho … bem, eu estou convencida de que ele sempre me pôs os cornos com regularidade! Mas isso nunca me incomodou muito … porque sexo é uma necessidade e quase uma obrigação. É como lavar os dentes e tomar banho e fazer xixi … uns têm mais prazer que os outros, há até quem não goste, mas na globalidade todos os membros válidos (e não válidos) da sociedade acabam por o praticar com maior ou menor regularidade! É uma coisa que até podemos fazer com o cão da vizinha ou com o rapaz das pizzas, é tudo uma questão de necessidade e de oportunidade. Como o dito cujo foi sempre um mocinho com muitas necessidades e que de facto nunca deve ter gostado muito de mim …

(abro aqui um parênteses para explicar … eu sou maluca por ele, quando me apaixonei já há 15 anos parecia uma virose! Tantas voltas dei que acabei por o vencer pelo cansaço … e o facto de ter engravidado ajudou muito … mas olhem que não foi propositado!)

… dada a “contigência” nunca me preocupei muito com as quecas ocasionais que ele dava com outras e cheguei a conseguir rir-me de algumas situações caricatas. O meu sentido de humor tem-me ajudado muito ao longo do meu percurso com ele! Refiro aqui só duas para começarem a avaliar a peça …
Na passagem de ano 1997/1998 eu estava com uma barriga de 5 meses e fomos a uma festa africana de alta classe. Não se deixem enganar … eu gosto do meio, gosto da música, gosto do desprendimento … só não gostei das prostitutas, das faxineiras e dos traficantes que lá apareceram. Apareceu uma faxineira que se engraçou com ele e ele com ela … como estava pesada deixei correr. Quando reparei estavam já a roçar-se um pelo outro no meio da pista! Acreditem que não me enganei …. lembro-me perfeitamente como ele se roçava por mim quando ainda estava na fase do engate (sim …porque fui eu que o prendi mas ele que me engatou … claro que depois de me levar para a cama perdeu o interesse). Levantei-me, interrompi o casalzinho e disse-lhe que não queria que dançasse mais com a criatura. Bem … não imaginam a indignação! Sentia-se injustiçado… exigiu voltar para casa … e infelizmente não me lembro o que se passou depois, já não sei se voltou a sair ou não …
Isto do voltar a sair tem a ver com a passagem de ano de 1998/1999. Desta vez a festa foi na FEUP antiga, no bar dos alunos. A dada altura olha para mim com ar supostamente preocupado e diz … vamos para casa, estás com um aspecto cansado … devo dizer que fiquei feliz … pensei que estava preocupado comigo! Ainda não conhecia devidamente a peça! Levou-me a casa e … VOLTOU A SAIR! No dia seguinte, comecei a apanhar a roupa dele das cadeiras para por para lavar. Tinha para aí uns 5 preservativos no bolso da camisa!!!! Bem, ia morrendo! Abri uma garrafa de vinho do porto e bebia toda!!! Cortei todos os preservativos às tirinhas e fiz lacinhos rosados no gargalo da garrafa…depois fui colocá-la no topo da conduta do lixo para todos os vizinhos poderem ver … eheheheh! Quando ele chegou ainda teve o desplante de dizer que gostava de me ver assim quente e dar-me uma queca … eu não senti absolutamente nada, estava completamente anestesiada! Quando já me sentia melhor perguntei-lhe para que queria os preservativos e ele disse-me que foi o Nuno Gordo que lhe tinha pedido para lhos levar … e afinal porque é que trouxe as sobras para casa? Bem ou ele está convencida que eu sou burra … ou ele próprio não deve muito à inteligência!

Prontos … é assim que ele é!

Agora vou-vos contar, caras amigas, duas situações que se passaram também há uns anos, só para ilustrar a ternura que ele sente por mim. Mas vão ter de esperar por amanhã que afinal de vês em quando também tenho de trabalhar …

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