
Minhas caras amigas, voltei para mais uma palavritas. Não faço ideia sobre que vou escrever mas senti que talvez esta fosse uma solução para o grande, grande, grande vazio que sinto hoje. Andei a surfar pela net a tentar encontrar alguma informação quanto à abécola que destruíu o meu casamento. Bem, convém aqui esclarecer uma coisa … não foi propriamente o meu casamento que ela destruiu, foram mais as fundações. O que acontece é que eu deixei de ser louca pelo “maridão” … e francamente acho que era só o meu amor desmedido que impedia a sagrada instituição de naufragar. Agora que eu estou na corda banda … com o amo-te à esquerda e o odeio-te à direita … não sei até quando a relação se vai manter à tona. Enfim … continuo a sentir-me sufocada, sem vida própria, e muito, muito só. Pelo menos o trabalho tem corrido bem, mas é muito triste admitir que os momentos altos da minha vida vêm sempre acompanhados de gráficos, mesmo que sejam daqueles coloridos. E nem dá para entender … aparentemente tenho tudo, mas desde que o sujeito mandou aqueles e-mails lamechas à parvalhona que me sinto a mulher mais infeliz do Universo.
De cinco em cinco minutos vejo a flutuar à minha frente as palavras que lhe escreveu … eu apaguei os e-mails que me reenviaram mas pelos vistos ficaram gravados a fogo na minha memória. Coisa chata a memória … ataca-nos quando menos esperamos e ultimamente tem-me feito marejar de lágrimas os olhos nos sítios mais impróprios! Será que algum dia voltarei a ser feliz? Que fazer senão ir vivendo para o trabalho enquanto se adiam as decisões realmente importantes? Conto com a vossa ajuda nesta batalha árdua minhas amigas!






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