
Ainda há poucos dias fui a casa da minha irmã. Ela divorciou-se há pouco tempo e anda a ***** um tipo casado e com filhos. Fartou-se de falar no Carlos. E eu fiquei chocada. Chamem-me conservadora, chamem-me antiquada mas que fazer? A minha pele arrepiou-se à medida que a rapariga ia enumerando as ofertas que o amante lhe tinha feito. Só conseguia pensar na desgraçada da mulher do dito cujo a fazer as contas, a somar as despesas e a chegar à conclusão que a família tinha de começar a apertar o cinto, sem imaginar que grande parte da verba tinha sido gasta com A OUTRA. E o que mais me chocou? Quando ela contou que a meio de um jantar de trabalho um tipo da florista lhe tinha vindo entregar um enooorme ramo de flores. E que enquanto ela estava sentada perplexa a pensar se teria sido algum engano, o Carlos lhe telefona a perguntar se tinha gostado ... fiquei com vontade de chorar. Pela mulher do outro e por todas as que são alegremente enganadas sem sequer desconfiarem. Eu acredito piamente que à legítima nunca o caramelo ofereceu flores. E no entanto até devem ser um casal razoavelmente feliz. Ainda agora foram todos (Carlos, mulher legítima e filhos) passar as férias para o Algarve. Então porque raio estas bestas não conseguem manter as pilas dentro das calças e têm de andar a enfiá-las em todas as putas que lhes abrem as pernas? Porque diabo têm invariavelmente mais atenções para com as amantes do que para com as mulheres? Até porque quando são descobertos a grande maioria, se tiver hipótese, opta sempre por manter a família e mandar as amantes às urtigas?
É absolutamente exasperante.
Mas já sei que se não tivesse sido a cabra da Cláudia Gouveia, a tal que foi colega do Té no curso de formação de formadores e que depois trabalhou com ele na LTM (perdoem-me os pormenores mas se algum conhecido da rapariga ler isto não quero que fique com dúvidas ...) eu provavelmente não estaria tão sensível relativamente a este assunto. Já foi há muito tempo mas eu não esqueço. Tentei perdoar mas também não consigo. Pensei que a conversa séria que tive com o Té tinha resolvido mas não ... o que de facto não posso negar é que nunca mais gostei dele como gostava. Já não sinto aquela paixão incondicional e absoluta. De momento ainda o amo, mas só enquanto ele me der alguma atenção e me tratar bem. Dantes amava-o o suficiente para ultrapassar as faltas de atenção por mim e os excessos de atenção pelas outras. Agora já não. Apesar de tudo esforço-me por lhe lembrar que necessito de atenção. Ainda ontem lhe mandei um sms a pedir que me mandasse um email "simpático". Faço o que posso para manter a família unida.
Respondeu-me horas depois a dizer que hoje enviava ... e eu, mais uma vez, acreditei.
Bem, são 16h08. Ainda não chegou nada.





